APJ/GOB
Ação Paramaçônica Juvenil do Grande Oriente do Brasil.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Liturgia Apejotista
22:32
Apejotista, Aspirante, Conciliator, Frater-Apejotista, Hierofante (3º Nível), Liturgia Apejotista, Lumen Probitatis (1º Nível), Perféctor (2º Nível)
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Entenda a Liturgia Apejotista
No que tange a transmissão de ensinamentos administrativos e litúrgicos a APJ/GOB rege-se com a seguinte estrutura:
Terminologicamente a passagem do Aspirante para Lumen Probitatis é denominada Admissão, e do Lumen Probitatis para Perféctor, Hierofante e Frater-Apejotista ocorre a Ascensão.
A respeito desta estrutura primeiramente é relevante explicar que o Aspirante e o Conciliator não são Níveis Litúrgicos, o primeiro é uma Condição que antecede a Admissão (Regulamente Geral Art. 5º, parágrafo único), enquanto o segundo é uma Classificação de Membro da APJ/GOB (Regulamento Geral Art. 9º, IV).
Aspirante
Esta é a denominação utilizada para o jovem com idade entre 7 e 21 anos que tem interesse em ingressar na APJ/GOB, possui boa conduta, disciplina, demonstre compatibilidade com os princípios apejotistas e não tenha vícios noviços à saúde e à sociedade.
Apejotista
Este é um termo utilizado como designação genérica para todos os membros da APJ/GOB que já passaram pela Cerimônia de Admissão, independente de Nível Litúrgico ou se é Conciliator.
Lumen Probitatis (1º Nível)
Tem como Símbolo o Castiçal de 8 Velas.
Neste primeiro Nível o Apejotista realiza estudos mais profundos a cerca da APJ/GOB em relação aos regulamentos, símbolos cívico-patrióticos, hinos, cidadania, conduta social, moral e ética.
Perféctor (2º Nível)
Tem como Símbolo a Deusa Mah’at.
Neste Nível são realizados profundos estudos litúrgicos acerca de conhecimentos sobre os cargos, a Sala Arquétipa, e as simbologias egípcias e brasileiras relacionadas a APJ/GOB.
Hierofante (3º Nível)
Tem como Símbolo a Flor de Lotus.
O Apejotista que torna-se Hierofante é mais experiente liturgicamente e estuda questões ligadas a espiritualidade, bem como a Chama Sagrada e o Grande Arquiteto do Universo.
Frater-Apejotista
Tem como Símbolo Dois Elos Entrelaçados.
Estes são os Apejotistas que completam 22 anos, tem palavra mas não voto dentro dos Núcleos Alfa.
Possuem grande importância na administração regional, estadual e nacional da APJ/GOB, analisam a instituição contextualizando-a no cenário brasileiro em relação a responsabilidade social, eles abarcam todos os outros conhecimentos adquiridos durante a trajetória Apejotista.
É importante citar que, caso seja marcada uma reunião extraordinária e exista a impossibilidade de pelo menos um Preceptor comparecer, este poderá nomear um Frater-Apejotista para acompanhar as atividades do Núcleo, sendo certo que qualquer decisão tomada deverá, necessariamente, ser levada a ciência dos Preceptores para apreciação.
Conciliator
O Conciliator é uma Classificação de Membro que refere-se:
• ao Apejotista que inicia na Maçonaria;
• a Apejotista que integra a FraFem ou Preceptoria de um Núcleo.
Estes são Apejotistas mais experientes que tem a função de representar a APJ/GOB no meio Maçônico, especialmente perante o Grande Oriente do Brasil, em todos os seus níveis e instâncias dos quais façam parte.
Como ponto importante cita-se que eles podem plenamente participar das reuniões e atividades dos Núcleos Alfa, com palavra e sem voto.
Fonte:
Regulamento Geral da APJ/GOB, 2010 - artigos 5º, 9º, 91, 92, 93, 94 e 95;
Código de Ética Apejotista - artigos 32 e 33;
Manual Apejotista, 1ª Edição, Março de 2012 - páginas 41 a 48.
Estrutura da APJ/GOB
A APJ/GOB possui uma estrutura administrativa muito interessante, que objetiva integrar todos os estados quanto a elaborar e efetivar projetos de âmbito nacional. Nesse passo, a APJ/GOB tem a seguinte disposição:
Dileto tio Marcos José da Silva
Soberano Grão-Mestre Geral do GOB
Presidente Nacional da APJ/GOB
De acordo com artigo 56 do Regulamento Geral a Presidência Nacional da APJ/GOB é exercida pelo Soberano Grão-Mestre Geral do GOB.
Entre suas várias atribuições elencadas no artigo 59 do documento acima, cita-se:
I – Nomear os membros do Conselho Nacional, indicados pelos Conselhos Estaduais;
V – Assinar a Carta de Registro e Reconhecimento Apejotista, os Diplomas da Memória Nacional do Mérito Cívico Apejotista e os Diplomas do Mérito Apejotista;
VI – Decidir em última instância os assuntos da APJ, em forma originária ou em recurso do Comitê de Ética, nos termos do código de ética;
VIII – Escolher, nos termos deste Regulamento, o Diretor Executivo Nacional, que presidirá o Conselho Nacional, conforme lista tríplice elaborada pelo Fórum Nacional Apejotista.
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Secretaria Geral de Entidades Paramaçônicas
Segundo afirma a Constituição do GOB em seu artigo 137, a Secretaria-Geral de Entidades Paramaçônicas é o órgão responsável pela tutela administrativa de toda a APJ/GOB.
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Resumo da Estrutura da APJ/GOB
Âmbito Nacional
Soberano Grão-Mestre Geral do GOB - (Presidente Nacional da APJ/GOB)
Secretário Geral de Entidades Paramaçônicas
Âmbito Estadual
Sílvio Souza Cardim (Grão-Mestre Estadual - Presidente Estadual da APJ/GOB)
Âmbito Municipal
Venerável Mestre da Loja Mantenedora (Presidente Municipal da APJ/GOB)
Preceptores do Núcleos Alfa
Ductor
Apejotista
Patrono da APJ/GOB
Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 1865 — Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 1918) foi um jornalista e poeta brasileiro, membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.
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| Olavo Bilac |
Conhecido por sua atenção a literatura infantil e, principalmente, pela participação cívica, era republicano e nacionalista; também era defensor do serviço militar obrigatório. Bilac escreveu a letra do Hino à Bandeira e fez oposição ao governo de Floriano Peixoto. Foi membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, em 1896. Em 1907, foi eleito "príncipe dos poetas brasileiros", pela revista Fon-Fon. Bilac, autor de alguns dos mais populares poemas brasileiros, é considerado o mais importante de nossos poetas parnasianos. No entanto, para o crítico João Adolfo Hansen, "o mestre do passado, do livro de poesia escrito longe do estéril turbilhão da rua, não será o mesmo mestre do presente, do jornal, a cronicar assuntos cotidianos do Rio, prontinho para intervenções de Agache e a erradicação da plebe rude, expulsa do centro para os morros"
A Pátria não é a raça, não é o meio, não é o conjunto dos aparelhos econômicos e políticos: é o idioma criado ou herdado pelo povo. – Bilac
Filho de Brás Martins dos Guimarães Bilac e de sua mulher Delfina Belmira Gomes de Paula e neto paterno de João Martins dos Guimarães Bilac e de sua mulher Angélica Pereira da Fonseca, irmã do 1.º Visconde de Maricá e 1.º Marquês de Maricá, era considerado um aluno aplicado, conseguindo, aos 15 anos - antes, portanto, de completar a idade exigida - autorização especial de ingressar no curso de Medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, a gosto do pai e a contra gosto próprio, que era médico da então Guerra do Paraguai.
Começa a frequentar as aulas, mas seu trabalho da redação da Gazeta Acadêmica absorve-o mais do que a sisuda anatomia. Do mesmo modo, no tempo de colégio, deliciara-se com as viagens que os livros de Júlio Verne lhe ofereciam à fantasia. No menino e no jovem já se manifestavam as marcas de sua paixão futura: o fascínio poder criador da palavra.
Bilac não concluiu o curso de Medicina e nem o de Direito que frequentou posteriormente, em São Paulo. Bilac foi jornalista, poeta, frequentador de rodas de boêmias e literárias do Rio. Sua projeção como jornalista e poeta e seu contato com intelectuais e políticos da época conduziram-o a um cargo público: o de inspetor escolar.
Sua estreia como poeta, nos jornais cariocas, ocorreu com a publicação do soneto "Sesta de Nero" no jornal Gazeta de Notícias, em agosto de 1884. Recebeu comentários elogiosos de Artur Azevedo, precedendo dois outros sonetos seus, no Diário de Notícias. No ano de 1897, Bilac acabou perdendo o controle do seu Serpollet e o bateu contra uma árvore na Estrada da Tijuca, no Rio de Janeiro - RJ, sendo o primeiro motorista a sofrer um acidente automobilístico no Brasil.
Aos poucos profissionaliza-se: produz, além de poemas, textos publicitários, crônicas, livros escolares e poesias satíricas. Visa contar através de seus manuscritos a realidade presente na sua época. Em 1891, com a dissolução do parlamento e a posse de Floriano Peixoto, intelectuais perdem seu protetor, dr. Portela, ligado com o primeiro presidente republicano Deodoro da Fonseca. Fundado O Combate, órgão antiflorianista e a instalação do estado de sítio, Bilac é preso e passa quatro meses detido na Fortaleza da Laje, no Rio de Janeiro.
O grande amor de Bilac foi Amélia de Oliveira, irmã do poeta Alberto de Oliveira. Chegaram a ficar noivos, mas o compromisso foi desfeito por oposição de outro irmão da noiva, desconfiado de que o poeta era um homem sem futuro. Seu segundo noivado fora ainda menos duradouro, com Maria Selika, filha do violonista Francisco Pereira da Costa. Viveu só sem constituir família até o fim de seus dias. Encontra-se sepultado no Cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro.
Escreveu diversos livros escolares, ora sozinho, ora com Coelho Neto ou com Manuel Bonfim.
Participação cívica e social
Já consagrado em 1907, o autor do Hino da Bandeira é convidado para liderar o movimento em prol do serviço militar obrigatório, já matéria de lei desde 1907, mas apenas discutido em 1915. Bilac se desdobra para convencer os jovens a se alistar.
Já no fim de sua vida, em 1917, Bilac recebe o título de professor honorário da Universidade de São Paulo. E talvez seja considerado um professor mesmo: dos contemporâneos, leitores de suas crônicas e ouvintes de sua poesia; dos que se formaram na leitura de seus livros escolares; de modo geral, dos que até hoje são enfeitiçados por seus poemas.
É como poeta Bilac que se imortalizou. Foi eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros pela revista Fon-Fon em 1907. Juntamente com Alberto de Oliveira e Raimundo Correia, foi a maior liderança e expressão do Parnasianismo no Brasil, constituindo a chamada Tríade Parnasiana. A publicação de Poesias, em 1888 rendeu-lhe a consagração.
Discurso de 1907
Ao tomar palavra no banquete-homenagem que lhe fora oferecido a 3 de dezembro de 1907, Bilac enfatizaria o fato de ser sua figura representativa de toda uma geração:
" O que estais, como brasileiros, louvando e premiando nesta sala, é o trabalho árduo, fecundo, revolucionário, corajoso da geração literária a que pertenço, e o papel definido, preciso, dominante, que essa geração conquistou com o seu labor, para o homem das letras, no seio da civilização brasileira…
Que fizemos nós? Fizemos isto: transformamos o que era até então um passatempo, um divertimento, naquilo que é hoje uma profissão, um culto, um sacerdócio: estabelecemos um preço para nosso trabalho, porque fizemos desse trabalho uma necessidade primordial da vida moral e da civilização de nossa terra.."
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| Membros da Academia de Letras: Olavo Bilac é o quarto em pé, da esquerda para a direita. |
Principais obras
Membros da Academia de Letras: Olavo Bilac é o quarto em pé, da esquerda para a direita.
Dentre outros escritos de Bilac, destacam-se:
Antologia poética
Através do Brasil
Conferências literárias (1906)
Contos Pátrios
Crítica e fantasia (1904)
Crônicas e novelas (1894)
Dicionário de rimas (1913)
Hino à Bandeira
Ironia e piedade, crônicas (1916)
Língua Portuguesa, soneto sobre a língua portuguesa.
Livro de Leitura
Poesias (1888)
Tarde (1919) - Poesia, org. de Alceu Amoroso Lima (1957)
Teatro Infantil
Tratado de Versificação - em colaboração com Guimarães Passos
Tratado de versificação (1910)
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